Provavelmente a pergunta que mais atormenta profissionais do ramo de criação é, “será que as cores que eu escolhi para o meu trabalho serão produzidas com fidelidade?”, e o problema ganha dimensões ainda maiores quando se utilizam diferentes mídias para uma mesma criação.
Quem nunca se defrontou com a terrível experiência de ver sua criação, concebida cuidadosamente, revisada e retocada incontáveis vezes até alcançar a “perfeição” - perfeição essa que se resume a satisfação do criador e antes de tudo a satisfação do contratante - ser totalmente descaracterizada pela alteração das cores, cores essas que representam a essência da mesma; o apocalipse.
Como fazer para explicar ao cliente o que aconteceu com aquela arte aprovada por ele após incontáveis rejeições, e o mais importante como fazer para evitar que isso se repita?
Sem sombra de dúvidas, a primeira coisa a fazer é munir-se de recursos que nos forneçam informações de cores confiáveis, tal como escala de cores, tanto para Pantones, quanto para CMYK, não se deixando enganar por informações obtidas através do monitor ou de provas digitais. Em seguida conhecer os processos de produção a serem utilizados é uma boa pedida, não necessariamente tornar-se um expert conhecedor do nome das máquinas e de suas peças. Conhecer os processos de produção significa saber antes de tudo, que cada processo possui limitações e comportamentos diferentes frente a um mesmo trabalho, ou seja, é necessário personalizar o serviço, direcionando o mesmo para cada mídia.
Isso pode parecer muito trabalhoso, se levarmos em consideração apenas algumas das mídias mais comuns, como revistas, jornais, outdoors, banners e busdoors, e que cada uma dessas mídias possuem características diferentes de lineatura, ganho e perda de pontos, substrato e local de exibição, mas com certeza a satisfação de ver sua criação reproduzida com fidelidade e ter um cliente sempre feliz valem o esforço. |